Le fotografie di Sergio Camiz ci mostrano un paese, il Brasile, che il viaggiatore europeo guarda sempre con stupore. Le immagini della natura, maestosa e ancora selvaggia, della vita quotidiana in un parco di San Paolo o in uno di Rio, o quelle di un colorato e affollato assembramento in un centro cittadino, sono la testimonianza di una normalità che, ”nonostante tutto”, nonostante, cioè, la realtà di un paese che, seppure inserito in una dinamica di grande crescita economica, storicamente vive gravi squilibri sociali - sembra suggerirci l’autore - rimane fatto di normalità costituita da giovani, da anziani emigranti, da borghesi che affollano gli spazi delle grandi città.

Un mondo che stupisce e affascina anche per il clamoroso rimescolamento dell’elemento ancestrale e originario con una modernità spesso estrema e, in questo senso, molto ”americana”.

Proprio per quanto detto, le opere di Camiz sono da leggere con attenzione perchè operano un decisivo spostamento dalla dimensione della mera testimonianza ad un’altra dimensione, quella della lettura culturale e antropologica di un grande paese che è, certamente, tra i pi¨ originali e tra i pi¨ presenti nel composito immaginario italiano ed europeo.

Renato Poma

Diretor do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo


As fotografias de Sergio Camiz nos mostram um Paés, o Brasil, para o qual o viajante europeu sempre olhou com gande interesse. As imagens da natureza, majestosa e ainda selvagem, da vida quotidiana em um parque de São Paulo ou do Rio, ou aquelas de uma multidão colorida em um centro urbano, são o testemunho de uma normalidade que, ”apesar de tudo”, ou seja, apesar da realidade de um Paés que, embora inserido em uma dinâmica de grande crescimento econômico, historicamente experimenta desequilébrios sociais graves - que o autor parece sugerir - continua aparentando normalidade, normalidade esta constituéda por jovens, idosos imigrantes, burgueses que lotam os espaços das grandes cidades.

Um mundo que surpreende e encanta até pela clamorosa mistura do elemento ancestral e originário com uma modernidade muitas vezes extrema e, neste sentido, muito ”americana”.

Por isso, as obras de Camiz têm que ser lidas com atenção, pois operam um deslocamento determinante da dimensão do mero testemunho para uma outra dimensão, aquela da leitura cultural e antropolˇgica de um grande Paés, o qual é certamente um dos mais presentes no variegado imaginário italiano e europeu. 

Renato Poma

Diretor do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo